CDS quer saber que empresas municipais são realmente necessárias PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 27 Julho 2010 17:13

ceciliameirelesA deputada do CDS, Cecília Meireles, afirmou hoje ser “absolutamente imprescindível” saber que empresas municipais são “realmente necessárias” e quais não fazem “sentido” existir.

“O CDS acha que é absolutamente imprescindível, quanto às empresas municipais e quanto às empresas públicas, primeiro saber quais é que são realmente necessárias e quais é que a sua existência não faz simplesmente sentido, até porque o seu funcionamento tem custos”, afirmou Cecília Meireles.

A deputada falava a propósito da notícia avançada hoje pelo Jornal de Notícias segundo a qual em 2008 mais de metade das empresas municipais teve resultados operacionais negativos e 40 por registou prejuízos, agravando as contas das autarquias.

O CDS está a estudar medidas, que apresentará em setembro, no Parlamento, para aumentar a transparência das contas do sector empresarial local e do Estado, e “para se perceber casos em que as empresas não façam sentido ou em que haja duplicação de funções [em relação a serviços municipais]”.

Cecílias Meireles sublinhou que “haverá cerca de 2000 gestores municipais”.

“Num país com a dimensão de Portugal, convenhamos que talvez pudesse haver um pouco menos”, defendeu.

Para a deputada, “não é possível continuarmos a cobrar cada vez mais impostos e não termos absoluta noção de, por um lado, quanto é que gastamos, e, por outro, quanto é que devemos”.

A deputada democrata cristã sublinhou que, “além da dívida pública já conhecida, vem agora juntar-se cerca de 400 milhões de euros de nova dívida, que já existia, mas não era conhecida”.

Tanto no setor empresarial local, como no setor empresarial do Estado, afirmou, verifica-se uma “absoluta opacidade”.

Segundo o JN, o sector empresarial local, constituído por 219 empresas, apresentaram um prejuízo global de 13,9 milhões de euros em 2008.

O Anuário Financeiro dos Municípios/2008, citado pelo JN, mostra que as empresas mais rentáveis são as que gerem os sectores da água e saneamento, enquanto as mais deficitárias são as dos transportes, desporto ou turismo.