Turismo: CDS acusa Governo de falta de firmeza no caso Marsans PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 14 Julho 2010 18:30

O deputado do CDS-PP e ex-ministro do Turismo acusou esta quarta-feira o Governo de falta de firmeza no caso Marsans e reafirmou a necessidade dos responsáveis da tutela prestarem esclarecimentos sobre o licenciamento desta empresa.

tcorreia_09062010"porque é que uma empresa que tem um volume de negócios de 38 milhões de euros, com todos os problemas que teve em Espanha e depois em Portugal, foi fixada uma caução mínima de 25 mil euros"

Telmo Correio esteve reunido com a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo e considerou no final do encontro que "houve uma falha de fiscalização", acrescentando que o Governo devia tomar "uma atitude exemplar".

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"O Governo esteve em reuniões com a Marsans, mas nunca tomou uma atitude de firmeza que, na minha opinião, devia ir até à exigência completa das suas responsabilidades e eventualmente até à cassação da licença para operar em Portugal", declarou.

Telmo Correia quer também perceber "porque é que uma empresa que tem um volume de negócios de 38 milhões de euros, com todos os problemas que teve em Espanha e depois em Portugal, foi fixada uma caução mínima de 25 mil euros" e espera que o presidente do Turismo de Portugal traga respostas, sexta-feira, ao parlamento.

"É muito importante ouvirmos os responsáveis da tutela, designadamente o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão que é um organismo com responsabilidade de regulação, licenciamento e fiscalização desta área. Queremos tomar conhecimento dos termos em que foi autorizada a operação desta entidade", afirmou Telmo Correia.

O deputado centrista admitiu ainda que "talvez fosse bom clarificar e alterar a legislação sobre esta matéria", mas ressalvou que não resolve o problema dos clientes da Marsans que ficaram prejudicados.

O deputado realçou ainda que "a confiabilidade e credibilidade são fundamentais para o sector turístico" e alertou: "Se as pessoas deixarem de confiar nas agências de viagens que são uma peça fundamental deste sector, este ficará em risco".

CDS com Publituris e SIC-N

 

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